Diminuir evasão escolar ainda é dificuldade para governantes brasileiros

Presente nos diagnósticos de governantes e gestores públicos brasileiros, a evasão escolar enfrentada no ensino médio é um problema com uma grande diversidade de respostas, mas poucas certezas. De acordo com a secretária de Educação do Estado de Minas Gerais, Vanessa Guimarães, os desafios enfrentados nos últimos três anos da educação básica não podem ser pensados sem uma reflexão sobre problemas da educação fundamental. “Equipar os alunos de forma adequada para chegarem bem ao médio é importante. Flexibilizar o currículo, avaliar o que os alunos aprenderam e assumir autonomia são aspectos a serem destacados com relação às escolas”, disse Vanessa, em evento que reuniu gestores e pesquisadores na semana passada, em São Paulo (SP). Para ela, as tentativas de inovar não são fáceis, pois corporações criam barreiras para mudanças com receio do novo. Vanessa ressaltou que a função do ensino médio, além de complementar a educação fundamental, deve ser descortinar opções de vida para o jovem. “Passamos a tratar a educação com uma visão sistêmica, mas ainda não resolve”, afirmou a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pillar. “Há acordos com 17 estados brasileiros para a flexibilização do currículo”. Maria do Pillar acredita ser necessário seguir quatro eixos principais para tornar o ensino médio inovador, consequentemente reduzir a evasão. Fortalecer a escola e o grupo profissional que a compõe é um dos pontos. “É preciso que o professor ministre, se ele quiser, aulas apenas em uma escola, dedicando-se exclusivamente. Hoje, trabalha em mais de uma para garantir um salário maior”, avaliou. A secretária também citou o aumento de no mínimo uma hora por dia na jornada escolar, fazer com que 20% do currículo seja de escolha do aluno, além de destinar 20% do período de ensino para atividades de leitura e escrita. De acordo com o representante do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) da região Sudeste, Haroldo Corrêa Rocha, o governo deve assumir duas responsabilidades principais: financiamento e padrão de gestão. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em abril deste ano, revelaram que 40,1% dos jovens de 15 a 17 anos abandonam a escola por desinteresse.Agência Folha 12/1/2010

 

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