Para professores, prova da Fuvest foi bem elaborada com nível médio

Professores dos cursinhos Anglo, Etapa e Objetivo consultados pela reportagem consideraram que a primeira fase do vestibular da Fuvest, realizada neste domingo, em 109 locais do Estado de São Paulo e em Belo Horizonte, Brasília e Curitiba, foi bem elaborada e teve um nível de dificuldade médio. A prova teve 90 questões de múltipla escolha sobre as disciplinas do núcleo comum do Ensino Médio: Português, Matemática, História, Física, Geografia, Química, Biologia, Inglês, com algumas questões interdisciplinares. Para o coordenador geral do colégio e curso Etapa, Edmison Motta, a prova foi bem feita e bem resolvida, seguindo o modelo já característico da Fuvest. "Foi uma prova bem contextualizada e que cobra todos os tópicos de maneira adequada, sem ser fácil demais". O destaque, segundo ele, ficou para as questões interdisciplinares, que realmente exigia o conhecimento do aluno das duas matérias abordadas. Segundo ele, a Fuvest tem investido em uma prova mais conceitual de complexidade média e questões de cálculos moderadas. "A prova foi abrangente, com todos os tópicos do ensino médio abordados.A prova de história teve uma dificuldade maior, com textos mais exigentes. A prova de inglês também veio um pouquinho mais difícil". O professor Nicolau Marmo, coordenador geral do Anglo, também elogiou a elaboração da prova. "Correspondeu às nossas expectativas, com questões muito bem elaboradas que medem o conhecimento da matéria e exigem competência e raciocínio do aluno para processar as informações". Para ele, as provas de Inglês, matemática e português foram um pouco mais difíceis do que as do ano passado. O tempo dado para resolução da prova foi um ponto criticado. "O tempo foi apertado. Deveriam dar cinco horas de prova, por causa do cansaço do aluno. Antigamente eram dois dias de prova, com 80 testes cada. Era o ideal". Os professores de cursinho Objetivo comentam a prova por disciplina. Confira: - Matemática: De acordo com o professor de matemática do Objetivo, Gregório Krikorian, a prova teve dez questões muito bem distribuídas. "Abrangeu uma boa parte do conteúdo programático do colegial. Não são questões fáceis mas também não são tão difíceis. De zero a dez, diria que tem um nível de dificuldade sete. O aluno que se preparou encontrou um bom ambiente para trabalhar". - Geografia: Para a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, do Objetivo, a prova teve um excelente nível, com questões que abordaram a geografia que é dada no ensino médio. "Nenhum dos alunos com quem eu conversei reclamou. As questões estavam bem atuais, muito bem elaboradas e que exigem do aluno uma boa formação". Para ela, a prova teve nível de dificuldade médio. - Física: Perfeita! Foi essa a definição que o professor de física do Objetivo, Ricardo Helou Doca, deu para a prova. Segundo ele, as questões estavam impecáveis, tanto na apresentação, quanto no conteúdo. "Foi uma prova que abordou os três principais temas de física no ensino médio: energia, quantidade de movimento e carga elétrica. Além disso, foi uma prova que não exauriu o aluno. Normalmente as provas de físicas deixam o aluno cansado com muitos cálculos e essa não fez isso". - Português: Para o professor Nelson Dutra, as questões de português e literatura tiveram um nível de médio para fácil e seguiram o mesmo perfil da prova em anos anteriores. "Pode-se dizer que a prova da Fuvest tem uma certa tradição em relação ao assunto requerido. O estilo foi mantido e as questões foram de médio a fácil, adequadas para uma primeira fase". - Inglês: Para Elaine Perrone, professora de inglês do Objetivo, a prova teve um nível de médio para difícil e exigia o vocabulário do aluno. As cinco questões foram de interpretação de texto. "Quem está acostumado a ler fez essa prova tranquilamente. Os dois texto estavam em inglês, mas as perguntas e respostas era em português". - Biologia: Para o professor de biologia do Objetivo, Constantino Carnelos a prova estava muito criativa e bem elaborada. As questões abrangeram bem os ramos da biologia. "Havia questões de citologia, genética e evolução, botânica, fisiologia animal e ecologia. "Foi uma prova seletiva de nível médio. Nada muito difícil". - Química: De acordo com o professor de química do Objetivo, Sérgio Teixeira Bignardi, a prova trouxe questões de nível médio para difícil e trouxe todo o conteúdo programático do ensino médio. "Aproximadamente 50% da prova foi físico-química, onde o aluno tinha que ter o conteúdo e saber a matéria para pode resolver, diferente do Enem, onde o aluno com boa interpretação e conhecimentos básicos conseguiria responder". - Historia: O professor de história do Objetivo, Francisco Alves da Silva, lamenta que a prova de história trouxe apenas três questões de história do Brasil. Segundo ele, em uma das questões, o aluno chegaria à resposta correta por exclusão, mas a resposta traria uma informação errada em relação ao período da história abordado, que seria anterior à abolição da escravatura. Para ele o nível da prova foi de médio a difícil, onde o aluno teria de ler com calma os enunciados. Motivo pelo qual ele critica o tempo de prova, que poderia não ser suficiente.Agência Folha 11/29/2010

 

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